Sábado, 16 de Agosto de 2008

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Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

Até os ratos tomam decisões com base na confiança


Jardim municipal em Hervas, Vale de Ambroz
Um novo estudo, coordenado pelo norte-americano Zachary Mainen, investigador do Programa Champalimaud em Neurociências, concluiu que a capacidade de confiança na tomada de decisões não é exclusivamente humana, comprovando que também os ratos têm diferentes níveis de confiança.

O estudo "Elucidando como o cérebro gera confiança", realizado em Cold Spring Harbour Laboratory (EUA) e agora publicado na "Nature", concluiu que as decisões dependem da confiança que temos em cada uma das alternativas. Porém, investigadores treinaram ratos de laboratório a escolherem, mediante uma pequena recompensa, o composto químico de odor mais intenso numa mistura de dois compostos e chegaram à conclusão de que essa capacidade não é exclusiva dos seres humanos.

A equipa de investigadores registou a actividade de um pequeno grupo de células localizadas no chamado córtex orbitofrontal, uma zona existente em ratos e humanos. Em outras experiências, os animais preferiram situações incertas e aguardar por outra em que seja mais certo receberem a recompensa.

"Os nossos resultados sugerem que estimar confiança numa decisão poderá ser um componente neurológico básico, e, na verdade, uma característica partilhada por todos os animais. Estudos futuros poderão esclarecer a forma pela qual distinguimos factos de ficção, e construímos um sentido intuitivo daquilo em que podemos ou não acreditar", afirma.

O Programa Champalimaud em Neurociências estuda as bases celulares do comportamento.

In DN Online, 11/8/08

Comentário

Se até os ratos tomam decisões com base na confiança, dá para compreender o mal que a política educativa de MLR criou nas escolas.

A quem vai servir o TGV? Por que razão não há TGV na Noruega?


Vale de Ambroz

Este é o pensamento político que temos , está em todas:
i. Estádios de futebol, hoje às moscas,
ii. TGV,
iii. novo aeroporto.
A quem na verdade serve tudo isto? Aos construtores de material ferroviário, às grandes empresas de construção civil e aos bancos.

Experimente ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio.

Comprado o bilhete, dá consigo num comboio que só se diferencia dos nossos 'Alfa' por não ser tão luxuoso e ter menos serviços de apoio aos passageiros.

A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.

Não fora conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemáticos pelos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos.

Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza.

A resposta está na excelência das suas escolas,
· na qualidade do seu Ensino Superior,
· nos seus museus e escolas de arte,
· nas creches e jardins-de-infância em cada esquina,
· nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade.

Percebe-se bem porque não
· construíram estádios de futebol desnecessários,
· constroem aeroportos em cima de pântanos,
· nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais.


O TGV é um transporte adequado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.

É por isso que, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, só existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos).

É por razões de sensatez que não o encontramos
· na Noruega,
· na Suécia,
· na Holanda
· e em muitos outros países ricos.

Tirar 20 ou 30 minutos ao 'Alfa' Lisboa-Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não trará qualquer benefício à economia do País.

Para além de que, dado ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.

Com 7,5 mil milhões de euros podem construir-se:


- 1000 (mil) Escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas existentes (a 2,5 milhões de euros cada uma);

- mais 1.000 (mil) creches (a 1 milhão de euros cada uma);

- mais 1.000 (mil) centros de dia para os nossos idosos (a 1milhão de euros cada um).

E ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências
como, por exemplo, na urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.

Nota: Recebido por email com pedido de divulgação.

Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

A Ciência no bom caminho


Cavalos selvagens no Vale de Ambroz, entre Cabezuela del Valle e Hervas, na Extremadura espanhola.
Entre 2003 e 2007, os cientistas nacionais escreveram 28.771 artigos científicos. Foi na última década que a produção científica mais cresceu, o país "está no bom caminho mas ainda muito longe" das metas traçadas pelo Governo para o sector.

"A evolução tem sido significativa, quer em números, como em qualidade em relação a todos os indicadores (artigos, citações...). Estamos numa rampa crescente, mas ainda na cauda da Europa. Acordámos tarde", comentou ao JN Cristina Delerue-Matos, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e uma das professoras que publicou recentemente um estudo sobre "o Compromisso com a Ciência" - o texto que condensa os objectivos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior para a legislatura.

O investimento feito no sector nos últimos dez anos permite ao país "acompanhar o crescimento dos outros, mas sempre com desfasamento no tempo", explica, insistindo que apesar de todo o esforço Portugal "só conseguirá competir" com os seus parceiros europeus se "reforçar o investimento" no sector.

De acordo com o "Compromisso", definido pelo Governo, o objectivo seria duplicar, até 2009, o investimento público em investigação científica, passando de 0,5 para 1% do Produto Interno Bruto (PIB) e triplicar o privado que em 2003 era apenas de 0,24% do PIB.

O Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais do MCTES disponibilizou, ontem, o relatório estatístico sobre a "Produção Científica Portuguesa 1981-2007, Indicadores Bibliométricos". O "National Science Indicators" (NSI) é a fonte de dados do documento que identifica o número de artigos, notas, revisões e resumos de comunicações e conferências inseridos no Citation Índex. De acordo com o MCTES, produziram-se 28.771 artigos entre 2003 e 2007, isto é, uma média de 575 artigos por ano, quase os 600 que o Governo pretendia até 2009. Ferreira Gomes, um dos autores do estudo sobre o Compromisso com a Ciência, salienta que esses 600 artigos já foram conseguidos no ano passado, de acordo com a recolha de dados para o estudo.

A área mais produtiva e citada é a de Química desde 1981. No quinquénio 03-07 produziu 5070 artigos. Mais 1184 que a Física e 2332 que a Medicina Clínica. Direito foi a área menos produtiva: apenas três artigos, publicados internacionalmente entre esse quinquénio.


Comentário

Nem parece que pertencem ao mesmo Governo. MLR e Mariano Gago seguem políticas distintas e têm perfis opostos. Mariano Gago vai fazendo o seu trabalho, aparecendo pouco e renunciando à propaganda. É parco em palavras e quando fala, sabe o que diz. Portugal tem avançado alguma coisa no que diz respeito à política de investigação científica: há mais bolsas de doutoramento e mais dinheiro para os bons centros de investigação. Na área da Ciência, está a seguir o caminho da Finlândia. Na área da Educação, é o que se vê: propaganda sobre propaganda e dinheiro mal gasto em ofertas de portáteis e aquisição de quadros interactivos e outras modernices que só servem para enfeitar as escolas.

Alto dirigente chama cobardes aos trabalhadores


Brinquedos do tempo em que eu era criança
No distrito de Santarém, há um semanário, o Mirante, que marca a diferença: pela independência face ao poder político e pela qualidade da escrita. Ontem, dia 7 de Agosto, o Mirante noticiava:

O presidente do conselho de administração da Companhia das Lezírias (CL) e os dois vogais que o acompanham receberam 145 mil euros de prémio pelo desempenho do mandato de três anos e pelos lucros obtidos no exercício de 2007. Segundo fonte próxima do processo, Vítor Barros foi contemplado com 55 mil euros e os vogais Manuel Nogueira e Ana Teresa Vale Caseiro receberam 45 mil euros cada.

E na mesma edição, o Mirante fazia manchete com a notícia de que o Presidente da ARS elogiou a administração e chamou de cobardes aos trabalhadores.

Será preciso comentar? São modernaços, com certeza. É por estas e por outras semelhantes que Portugal será sempre o oposto da Finlândia. No país do Ártico, as elites são frugais e a cultura dominante preza a simplicidade, a igualdade, a justiça, a humildade e a frugalidade. Em Portugal, a cultura dominante preza a ostentação, o luxo, a ganância e a desigualdade. As nossas elites são apenas o produto dessa cultura.

Ninguém está imune! Conheça as alterações aos concursos que o ME está a preparar!


Brinquedos do tempo em que eu era criança
O ME está a preparar alterações aos concursos tendo em vista:

1.Ajustar os Quadros de Agrupamento (QA) e Quadros de Escola não agrupadas (QE) às efectivas necessidades

2.Continuar com as colocações plurianuais

3.Diminuir o tempo de colocação nas necessidades transitórias

Haverá mudanças no concurso interno - concurso de quadros (QE/QA e QZP):

Trata-se do Concurso cujos candidatos são docentes já pertencentes a um dos Quadros (QE, QZP, QA), desde que pertençam à categoria profissional de Professor

Quem pode concorrer?

i. Docentes do QE que pretendam mudar de escola

ii. Docentes dos QZP que concorrem a quadros de agrupamento/escola não agrupada
(obrigatório para todos, com número mínimo de preferências)

Quando se realiza este concurso?

No ano de 2009, para 2009/2010 e, a partir daqui, de 4 em 4 anos

Como se concorre?

Através de aplicação electrónica, manifestando preferências até:
100 estabelecimentos de educação ou ensino
50 concelhos
O máximo de Zonas Pedagógicas (ZP) existentes

Preferências mínimas para os docentes dos QZP:

25 Códigos de Escolas não agrupadas/Agrupamentos
4 Códigos de Zona Pedagógica (Esta opção significa que manifestam igual preferência por todos os agrupamentos/escolas dessas ZP)
Objectivos do ME:

Transformar os QE em Quadros de Agrupamento e passar os docentes de QZP para QA
Concurso externo: concurso para ingresso em Quadro:

Trata-se do Concurso cujos candidatos são docentes não pertencentes aos Quadros e que tenham qualificação profissional

Quem concorre?

Os docentes que não pertencendo aos Quadros pretendam ingressar num QE ou num QA

Quando se realiza este concurso?

No ano de 2009, para 2009/2010 e, a partir daqui, de 4 em 4 anos

Como se concorre?

Através de aplicação electrónica, manifestando preferências até:

100 estabelecimentos de educação ou ensino
50 concelhos
O máximo de Zonas Pedagógicas (ZP) existentes
Nota: um obrigado à Ana Gralheiro

Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

DGRHE publica lista ordenada de candidatos ao concurso da profissionalização em serviço


Vale de Jerte, Extremadura espanhola
Já se encontra disponível a lista ordenada dos candidatos ao concurso para a profissionalização em serviço. O aviso já foi publicado no DR e convém ser consultado. Veja na Página Web da DGRHE a aplicação e os documentos. Está também disponível a ficha de reclamação e aperfeiçoamento.